Você fechou o template, marcou em chaves duplas tudo que a outra pessoa vai preencher, anotou os modelos em que rodou o comando de verdade e colou uma execução sem edição. Falta o quarto passo do envio, e é nele que a decisão trava, entre marcar gratuito e definir um preço.
A tendência é tratar isso como cálculo de valor. A escolha responde melhor a outra pergunta. O que o seu prompt já demonstra para quem abre a página dele sem conhecer você? Os três passos anteriores existem para produzir essa demonstração. Lidos em ordem, eles dão o critério do quarto.
O exemplo de saída responde antes de você
A página de envio é direta sobre o terceiro passo. A saída de exemplo é o que vende, e deve ser o resultado bruto, colado sem edição para ficar mais bonito. Comece a decisão por aí. Leia o que você colou tentando esquecer o que sabe sobre o próprio comando e verifique se aquele bloco entrega sozinho o que o título do prompt promete.
Se entrega, o visitante decide olhando o resultado, e não a sua descrição dele. Se o exemplo só faz sentido quando alguém explica ao lado o que foi pedido, o que falta ainda não é preço. É template mais fechado ou uma execução mais completa para colar.
Esta é a nossa posição sobre o assunto. O tier é consequência do que o prompt mostra antes da compra. Um comando cujo valor só aparece depois de a pessoa preencher e rodar tem mais chance de sustentar preço quando o resultado bruto já traz o trabalho inteiro à vista.
Os modelos declarados delimitam quem vai reproduzir aquilo
Declarar é obrigatório na Prompteira, e prompt sem modelo informado não entra no catálogo. Para a escolha do tier, o que interessa nessa lista é a cobertura. Compare os modelos em que você rodou com o cenário de quem provavelmente vai usar o comando. Quem trabalha em outro modelo trata o seu template como ponto de partida e roda uma vez antes de contar com o resultado, então declarar só um modelo não impede a publicação, mas estreita o grupo que consegue repetir exatamente a execução que você colou.
O que muda a cada uso precisa estar isolado
O primeiro passo pede chaves duplas onde o usuário preenche, com uma justificativa prática. Quanto menos decisão você deixa em aberto, menos o modelo inventa. Releia o template contando quantas partes a outra pessoa precisa substituir e se cada uma delas está marcada. Instrução que você costuma digitar por fora, no chat, não existe para quem baixa. Se ela ficou de fora, o comprador paga por um comando que funciona bem na sua tela e chega incompleto na dele.
Gratuito e premium mostram coisas diferentes na página
Cada prompt do catálogo aparece com o modelo declarado, o nome do autor, a nota, a contagem de downloads e o tier. É por isso que a escolha muda o que o visitante vê antes de decidir.
Em Negócios e Estratégia, o "Roteiro de entrevista de descoberta", de Rafael Lima, é gratuito, foi declarado em Claude Sonnet 5 e mais um modelo, e exibe 4,0 de nota com 8 downloads. Já os premium recém-publicados aparecem com zero downloads e sem nota, como "Code review adversarial", a R$ 49,00, e "Migração de framework guiada", a R$ 59,00, os dois de Caio Brandão em Código e Dev. Um registro necessário sobre esses valores. A base cadastrada do projeto descreve preços premium entre R$ 5,00 e R$ 34,00, e as páginas do catálogo exibem itens acima dessa faixa. As duas informações ficam aqui sem escolha entre elas.
A leitura prática é que o gratuito acumula sinal público mais rápido, porque nota e download dependem de alguém baixar. O premium começa sem esse histórico e é lido pelo que você escreveu e pela execução que colou.
Nada obriga você a decidir uma vez para todo o seu catálogo. O mesmo Caio Brandão mantém "Testes a partir do diff" e "Explicar código legado" gratuitos ao lado dos dois pagos, em Código e Dev. Os quatro formam a coleção premium Revisão Implacável, vendida por R$ 75,60, com 30% de desconto sobre a compra avulsa. Ou seja, um prompt liberado de graça pode compor uma coleção paga e servir de amostra do seu critério de escrita.
Um exemplo hipotético de como isso se organiza dentro de uma tarefa só. Em Negócios e Estratégia, um autor com um fluxo de diagnóstico publica gratuito o passo que levanta o contexto do negócio e cobra pelo passo que escreve a recomendação final. Quem baixou o primeiro já viu como ele estrutura pergunta e ressalva, e chega ao segundo sabendo o que esperar.
O repasse entra como dado da decisão, não como motivo dela
No quarto passo você define o preço. Em venda avulsa, 80% ficam com o autor e caem no painel financeiro. Esse número tem duas consequências para a escolha. A primeira é que o preço é seu, e não uma tabela do catálogo. A segunda é que o acompanhamento chega venda a venda, então dá para comparar depois o comportamento de um prompt pago com o de um gratuito do mesmo tema, em vez de decidir por intuição na próxima publicação.
Esta peça não descreve o que o painel financeiro mostra por dentro, porque a página fica na área de conta e exige entrar.
Onde a decisão não tem resposta pelas fontes
As páginas lidas não dizem qual tier recebe mais downloads, se liberar um prompt de graça aumenta a venda de outro depois, nem qual preço cada categoria aceita. Isso significa que o preço em si é a parte da escolha que você trata como hipótese e revê. O resto, o que o exemplo entrega, quais modelos você declarou e o que está marcado em chaves duplas, é verificável agora, na própria tela.